Estudar no exterior, depois de formado, não é um projeto que acontece da noite para o dia.

Os processos de application são longos e exigem tempo e dedicação, por isso os preparativos devem começar com pelo menos um ano de antecedência. “Arregace as mangas”, seja persistente e pense neste esforço como o melhor investimento que você vai fazer na sua vida pessoal e profissional.


 1    Comece por definir o que quer fazer no exterior

Entender o que você quer fazer é fundamental para dar sequência aos seus objetivos. Veja alguns exemplos de cursos que você pode realizar fora do Brasil e que vão contribuir para a sua carreira:

– MBA
– Mestrado ou Doutorado
– Especialização
– Cursos de curta duração (idiomas ou assuntos específicos)


 2    Analise seu perfil como estudante e profissional

Como foram/são suas notas, seu desempenho e dedicação? Quais são suas competências e interesses? Como você é como pessoa? Qual seu histórico profissional e quais são seus objetivos no curto e longo prazos? O que te faz levantar da cama?

Compreender seu perfil vai ajuda-lo(a) a fazer melhores escolhas e descobrir seus potenciais como profissional e como pessoa. Autoconhecimento é fundamental para estudar no exterior. Faça uma análise pessoal de sua trajetória, converse com professores, colegas, profissionais mais experientes e outras pessoas que possam lhe agregar valor.


 3    A condição financeira: desejo vs. realidade

Quando o assunto é dinheiro, é fundamental ter os “dois pés no chão”. Até porque isso será um fator de peso na escolha da cidade e da instituição de ensino onde deseja estudar.

Normalmente a estimativa de gastos fica em torno de 800 a 1.200 dólares/euros mensais. É uma quantia considerável quando pensamos em reais, mas no exterior ela é sinônimo de uma vida bem modesta, sendo normal estudantes viverem com um orçamento bem restrito.

Top MBAs custam de 30 a 120 mil dólares/euros, enquanto mestrados e doutorados, geralmente mais baratos, podem ser bem onerosos dependendo das escolas de interesse, em particular nos Estados Unidos.


 4    Em que idioma estudar?

É importante dominar a língua nativa de um país, ou ao menos a língua amplamente utilizada. Por exemplo, se o objetivo for realizar um MBA na Holanda, ter um bom inglês será fundamental, visto que o curso será lecionado nesse idioma. Leve também em consideração que a maioria das instituições de ensino exige uma prova de proficiência, inclusive para cursos de verão ou de curta duração.

Não corra riscos desnecessários. Se você pretende aprender um terceiro idioma, poderá fazer isso durante o seu tempo no exterior. As universidades costumam oferecer cursos gratuitos ou a um custo muito baixo.


 5    Em quais instituições de ensino gostaria de estudar?

Aqui é imprescindível que você faça uma avaliação combinada do seu perfil, interesses e desempenho acadêmico. Navegue pelos sites, entenda os programas oferecidos, as exigências e as expectativas. Avalie as experiências de outros estudantes e, quando possível, converse com eles – alguns sites oferecem essa possibilidade. Converse também com consultores especializados para definir melhor suas escolhas. A Assessoria da Tissen pode tirar todas suas dúvidas! Visite as feiras de intercâmbio e converse com representantes das instituições de ensino.

Conheça as escolas que atendem as suas necessidades profissionais ou acadêmicas, investigue os programas e o corpo docente. Fale com seu orientador, professores e colegas de trabalho que te acompanharam e te conhecem bem. Assim poderá definir com mais segurança para onde se candidatar.


 6    Escolha BEM a cidade onde quer viver

Embora nem sempre seja possível ir exatamente para onde queremos, é importante ficar atento a esse “detalhe”. Até para você se preparar, caso tenha que viver em um lugar que não era sua primeira escolha.

Estou falando de questões simples, como preferências pessoais: grandes centros urbanos vs. cidades pequenas, frio vs. clima mais ameno. Pesquise os lugares, saiba como é o cotidiano de um estudante por lá e quais são as possibilidades fora da sala de aula. Converse com pessoas que moram ou já moraram nesses locais. Sua experiência internacional será muito mais rica se estiver mais preparado para a sua chegada.


 7    Tente uma bolsa de estudos

A oferta de bolsas é grande e há pessoas que conseguem estudar fora com apoio integral. Pesquise os sites das universidades, os especializados em international students loans e fique por dentro das inúmeras bolsas oferecidas mundo afora!

Leia pacientemente tudo que “cair nas suas mãos” e não se esqueça de que o Blog da Tissen divulga bolsas de estudos semanalmente.

Lembre-se, quem é persistente acaba conseguindo. Não se intimide, tente!


 8    Inicie sua candidatura

Definidos todos os quesitos acima, dê início ao seu application. Alguns processos são bem simples e não exigem nenhuma documentação especial, porém para cursos mais prolongados, as demandas mudam.

Será necessário fazer exames, preparar seu currículo, preencher formulários e contratar traduções juramentadas do seu histórico escolar e diploma. Alguns essays ou personal statements também serão exigidos, como também cartas de recomendação de professores ou profissionais que te conheçam bem.

Para a pós-graduação, quase todas as universidades americanas e europeias exigem o GRE ou o GMAT. Para a seção quantitativa do GMAT, indico os cursos preparatórios online da GMATH. Nota mínima no IELTS ou no TOEFL (exames de proficiência em inglês) é também parte do processo, visto que inglês é a “linguagem universal” dos cursos lecionados nas universidades renomadas. Não é à toa que você vai precisar de tanta antecedência para se preparar!


 9    Organize seus documentos

Uma vez aprovado(a) pela instituição de ensino, você vai ter que cuidar de assuntos burocráticos como passaporte, visto de estudante, passagem aérea e seguro de saúde.

Confira se o seu passaporte permanecerá válido pelo tempo em que vai ficar fora. Se tem dupla-cidadania, precisará de dois passaportes para poder viajar! Com a carta de aceitação da instituição de ensino em mãos, procure o consulado do país que emitirá seu visto de estudante e dê entrada nos papéis. Compre suas passagens com calma, lembrando que os preços variam muito e a oferta é grande.


 10    Prepare a sua bagagem

Desapegar é difícil, mas “menos é mais”. Como não dá para levar tudo, foque no que realmente usa e no que vai precisar. Viajar com a bagagem leve é muito bom; deixe aqui o que pode esperar pelo seu retorno!

Boa sorte e muito sucesso nesta jornada!


Andrea Tissenbaum ( Blog da Tissen )


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